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Plataforma de informação e discussão democrática acerca de questões sociais, culturais e políticas, respeitantes aos palhacenses & CA ( aos níveis local, regional, nacional e internacional, numa era repleta de desafios). Proposta: uma sociedade civil mais desperta para os seus direitos e deveres; uma vila mais solidária e dinâmica. Mail: palhacacivica@gmail.com (pedir senha para aceder)
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Este domingo, 8 de Janeiro de 2012, a Palhaça viveu o Tradicional Cortejo dos Reis Magos. Uma organização conjunta, Conselho Económico da Paróquia da Palhaça e ADREP, que como de costume começou na Rotunda do Arieiro e terminou no Largo das Escolas com o leilão das ofertas.E ainda está no sofá?
É a última edição diurna do MOUVA – Mercado de Objectos Usados, Víveres e Artesanato deste ano. Este domingo, dia 3, na Praça de São Pedro, na Palhaça, uma das alternativas à praia passa por um mercado de materiais diversos, lazer e música a condizer, ginástica e alusões ao Dia Nacional do Vinho. Um evento para todas as gerações.
A organização do MOUVA, «uma trupe de jovens que tem como mote dinamizar culturalmente um espaço público central da Palhaça, contribuindo com soluções criativas para tempos de crise, como o comércio sustentável» adianta o que se pode comprar nesta feira amiga dos bolsos e da reutilização: Legumes e frutos da horta, ervas aromáticas, bijutaria artesanal, material decorativo, malas e chinelos em trapilho, livros, filmes e álbuns de música usados, roupa em segunda mão, bugigangas, jogos infantis, entre outros artigos.
A lista de produtos é garantida pelos vendedores – não profissionais, como dita o regulamento – inscritos nesta iniciativa gratuitamente. No bar, os visitantes poderão pedir um café, um bolo de chocolate ou sumo fresco para «deleite veraneante e troca de palavras, sorrisos e ideias».
O cardápio do MOUVA, «mais-que-um-mercado» na boca da organização, contempla ainda actividades culturais e desportivas: uma sessão de ginástica e uma arruada do Grupo de Bombos da ADREP a meio da manhã, actividades para a miudagem perto do meio-dia (A Hora do Conto e Canções que Movem e Comovem à guitarra) e jogos como matraquilhos, cartas e palavras cruzadas durante todo o dia.
Para o início da tarde está agendado o programa Ensaio Geral, com a presença de alunos de Academia de Vagos, sob a direcção artística do professor António Fardilha, que interpretarão peças de estilo clássico e ligeiro, um espectáculo antecedido por um mini-concerto de música pop, a piano e voz, pelas irmãs Gisela e Mariana Fardilha.
No Dia Nacional do Vinho, a organização do evento promete ainda aludir à efeméride «sem elegias nem diabolizações do suco do Deus Baco, com alguns projectos didácticos e divertidos em torno do tema, colocados à mesa, mas também em sítios insuspeitos». Nas colunas da praça, tanto se poderá ouvir «Vinho do Porto», de Carlos Paião, e «Lilac Wine», de Nina Simone, como alguma música pop/rock, soul/funk e músicas do mundo.
E que tal, em vez de uma pintura a óleo ou a tinta-da-china, experimentar uma pintura a vinho? Por que não descobrir quais e quantas regiões vitivinícolas existem em Portugal? «Troque estas perguntas por experiências no MOUVA, este domingo», apela a organização aos visitantes.
Uma edição especial deste certame está a ser preparada para dia 17 de Setembro. Será a segunda edição do MOUVA+Noite, uma versão mais alargada do evento, que explorará as potencialidades da noite e investirá mais na animação de rua e no audiovisual do que nas edições anteriores



Deixo que a palavra
tão incerta
teça
a liberdade a meio
deste Abril
para que a memória em Portugal não esqueça
tomando da flor
o cravo na matriz
teimando que a paixão
a tudo vença
dizendo não àquilo
que não quis
(Maria Teresa Horta)

"A tristeza da normalização democrática não são as eleições e os partidos, essa foi uma das razões dos cravos. A tristeza é que a sua imposição se fez expropriando a festa, a democracia que nascia nas ruas, nos empregos e dentro de cada família, dos seus direitos.
A tristeza da normalização não é a da vida ter mudado e termos chegado à sociedade de consumo. A tristeza é que a sua imposição se fez acentuando as raízes da desigualdade, coisificando as relações humanas, quebrando generosidade. A tristeza da nossa democracia é a dos seus limites e vulgaridades. Dito isto, não há razões para tristezas. O que se viveu valeu a pena. E o que vivemos é todo um programa de exigência. Democracia sem fim é o que aprendemos com Abril. Lá chegaremos, mesmo que hoje não saibamos como".
(Miguel Portas)
Falo-te de Abril
companheiro
deste mês em que as palavras
se enlaçaram de gestos
e transformaram a vida
em mais que esperança
falo-te da luta
companheiro
desta luta agora
dia a dia
e do trabalho e do suor
e dos campos que de ti floriram
falo-te companheiro
deste mês Abril
e da tua força
em que não há enganos
(leonor santa-rita)

