Ao Paulo Rocha e à Marlene Carvalho
Quando em 2005, o maestro e pianista Daniel Barenboim tocou em Ramala com a sua orquestra de jovens músicos árabes e judeus ele não tinha ilusões: «A música não traz a paz a este território; mas, quando se ouve música, estamos atentos ao outro, ao que ele diz, à sua diferença, e isso, sim, é o princípio da paz. O conhecimento do outro é o princípio da paz.» Obviamente, que depois do conhecimento, haverá um longo caminho a percorrer, mas antes do contacto e do conhecimento só haverá medo e ódio entre as partes – porque são tomadas entre si como partes inimigas, abstractas, precisamente, e não como indivíduos humanos, com um rosto, família e uma história. A propósito vale a pena ler este artigo (http://www.pamolson.org/ArtIsrRamallah.htm), sobretudo o capítulo Violins and Kalashnikovs.
Paulo Carvalho
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
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