Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta saúde. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de março de 2009

Serviço Nacional de Saúde - 30 Anos Depois


Trinta anos passados sobre a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS), segue, abaixo, um resumo dos objectivos desta histórica conquista pós-Abril e alguns desafios.



«Foi, no entanto, a partir de 1974 que a política de saúde em Portugal sofreu modificações radicais, tendo surgido condições políticas e sociais que permitiram, em 1979, a criação do SNS, através do qual o Estado assegura o direito à saúde (promoção, prevenção e vigilância) a todos os cidadãos.



De referenciar que, em 1976, o “despacho Arnault” abriu acesso aos postos de Previdência Social (mais tarde Segurança Social) a todos os cidadãos independentemente da sua capacidade contributiva.


O SNS envolve todos os cuidados integrados de saúde, compreendendo a promoção e vigilância da saúde, a prevenção da doença, o diagnóstico e tratamento dos doentes e a reabilitação médica e social. Tem como objectivo a efectivação, por parte do Estado, da responsabilidade que lhe cabe na protecção da saúde individual e colectiva. Goza de autonomia administrativa e financeira, estrutura-se numa organização descentralizada e desconcentrada, compreendendo órgãos de âmbito central, regional e local, e dispõe de serviços prestadores de cuidados de saúde primários e serviços prestadores de cuidados de saúde diferenciados. É apoiado por actividades de ensino que visam a formação e aperfeiçoamento dos profissionais de saúde» ( + info ) .



D1: Desafia-se os cidadãos leitores do «Palhaça Cívica», utentes do SNS, que auscultem e avaliem (alistando virtudes, ganhos e debilidades e erros), genericamente, o trajecto do serviço público nacional de Saúde ou apenas seu o actual estado, tomando como ponto de partida as suas experiências, as de pessoas próximas, bem como as decisões políticas e populares levadas a cabo desde a sua génese.

D2: Sugere-se, por fim, que a nível local, se discuta o actual estado clínico da Extensão de Saúde da Palhaça (CS Oliveira do Bairro), partindo de diagnósticos, observações pessoais, críticas contrutivas, que possam ter eco junto da CM de Oliveira do Bairro, da JF da Palhaça ou da Região de Saúde do Centro. [Exemplos de temas a abordar: Condições e localização das actuais infraestruturas, qualidade e quantidade de profissionais de saúde, qualidade e quantidade de serviços prestados, alternativas privadas, informação e formação à população].
D3: A haver defensores de uma privatização integral da Saúde em Portugal, será bem-vindo um argumentário.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Mexa-se pela sua Saúde

Deixei de ver bicicletas na Palhaça (é um exagero, claro!). Quando passava em vários locais da freguesia, lojas, adro, fábricas ou terras de cultivo, via um amontoado de bicicletas. Agora vejo carros. Em pouco tempo adquirimos hábitos francamente sedentários. Normalizámos a vida a motor. Preocupa-me esta mudança repentina para a vida sedentária. Não será difícil perceber que para haver mudança é necessário sensibilizar as pessoas, educando-as para a necessidade urgente de adopção de hábitos de vida mais activos, como forma de transmissão de conhecimentos para a prevenção da saúde e bem-estar de toda a família. Apesar dos contributos e vantagens numa prática regular de actividade física serem do conhecimento geral da população, isso não impede que Portugal continue a apresentar um índice de participação desportiva bastante baixo e inferior à média da União Europeia.

Um dos maiores desafios, na prevenção das doenças que surgem pela inactividade física e alimentação desajustada, é conseguir que as pessoas no seu dia-a-dia assumam hábitos saudáveis. A generalização dessas práticas exige a recuperação de atitudes, comportamentos, gostos e gestos que no fundo deveriam ser adquiridos ao longo da vida e que se foram perdendo. Não me parece difícil (re)adquirir hábitos antigos.

Diariamente temos muitos exemplos fáceis para ser-se activo: ir às compras de bicicleta ou a pé, carregar o lixo até ao contentor também pode fazer-se a pé, realizar passeios nos caminhos de saibro, subir e descer escadas, andar/correr nas ruas asfaltadas da freguesia, etc.
Para aqueles que quiserem realizar uma actividade desportiva mais formal também pode fazê-lo nas instalações desportivas da ADREP. Encontram campo de futebol 7 relvado, polidesportivo descoberto onde pode jogar ténis, pavilhão coberto, ginásio, piscina e corredor de atletismo. No caso de gostar de andar de bicicleta btt/estrada existem vários grupos da Palhaça a mexerem-se ao Sábado e Domingo.

Deixo esta frase em jeito de pensamento: “Desfrutamos de um dos estilos de vida mais luxuosos da Terra: abundância de alimentos, trabalho automatizado, prazer sem esforço. Mas é exactamente este estilo de vida que nos está a matar.” (National Geographic Portugal, 2004).