Quatro milhões para executivos da Galp
Os seis administradores que compõem a Comissão Executiva da Galp Energia ganharam em 2008 mais de quatro milhões de euros (2,9 milhões em remunerações fixas e 1,1 milhões em variáveis).
De acordo com o relatório de governo da petrolífera, divulgado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Ferreira de Oliveira, Fernando Gomes, Carlos Gomes da Silva, André Palmeiro Ribeiro e os representantes da petrolífera italiana ENI, Cláudio De Marco e Fabrizio Dassogno, tiveram, em média, um salário mensal da ordem dos 48 700 euros (considerando 14 meses), mais de 1800 euros por dia. Para além deste ordenado, a Galp oferece aos administradores executivos a constituição de um Plano de Poupança Reforma (PPR) que, em 2008, contou com uma contribuição da empresa superior a 90 mil euros por administrador.
A petrolífera decidiu não estabelecer qualquer sistema de prémios ou participação nos lucros. Ainda ao abrigo da política de remunerações actualmente adoptada na companhia, a remuneração dos administradores da Galp Energia inclui todas as remunerações devidas pelo exercício de cargos em órgãos de administração das sociedades do grupo Galp Energia.
O administrador que cessar funções antes do fim do mandato terá direito a uma compensação que será, no máximo, o dobro da remuneração mensal fixa.
+ in Correio da Manhã
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segunda-feira, 13 de abril de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Aldeia (G)Local
Nos chamados «dias inúteis» da semana, deixo para leitura e/ou reflexão duas letras de canções de uma banda portuguesa de culto: os Mão Morta. Convido-vos a, com as palavras do Adolfo L. C., iniciar uma viagem por território semi-ficcional-semi-real sobre o «mundo profundo», que provavelmente conhecerão de perto.«Conferência das Nações» e «Aldeia Global» - as letras em questão - integram um álbum conceptual, assumidamente inspirado no situacionismo (mais um «ismo» discutível), a meio caminho entre a vida real e a arte.
Em vésperas da muito aguardada reunião do G20, em tempo de pacotes multi-crise, aproveito as já velhas potenciais «novas tecnologias», para partilhar dois textos - actuais, ainda que sujeitos a críticas, editados em 1997 - sobre os prós e os contras das globalizações e sobre as reuniões megalómanas de megapoderosos para discutir algumas soluções para a saída do pessimismo generalizado em que as falhas na regulação económica e financeira mergulharam o globo. Será diferente desta vez? Sugiro que preparemos, entretanto, as nossas reuniões informais tamanho P, com os globos oculares despertos, para dar a volta por cima, também a nível local, deste sentimento de incerteza.
ALDEIA GLOBAL
anda eufórica toda a gente com a era da informação,
fechada em casa, ligada à rede ou grudada à televisão,
na vertigem das notícias em constante circulação,
sempre mais e mais depressa,
tornou-se a grande obsessão.
"é a aldeia global" - explicam num júbilo imbecil,
prontos a desfilar o rosário de maravilhas dos novos tempos,
sem discernirem que aldeia sempre foi o sinónimo de isolamento e conformismo,
de mesquinhez, aborrecimento e mexerico,
e que, de qualquer modo, o que verdadeiramente importa se mantém secreto.
do além-mar ou da máfia - julgam que tudo se pode saber econonomia ou política?
o difícil é o escolher crimes de sangue, relatos de amor são mais fáceis de perceber
"é a aldeia global" - explicam num júbilo imbecil, prontos a desfilar o rosário de últimos acontecimentos,
sem discernirem que, contrariamente ao mundo observado directamente,
em que a relação com o real é absoluta, estão a consumir meros resumos simplificados da realidade,
manipulados num fluxo de imagens de que são simples espectadores e
cuja escolha, cadência e direcção não controlam,
nem têm possibilidade de verificar a veracidade,
e em que, finalmente, no frenesim meticulosamente planeado de dados surpreendentes,
o que verdadeiramente importa se mantém secreto.
o que importa é saber onde raio se oculta o poder.
CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES:
Terminou sem qualquer acordo a 23ª conferência das nações.
Reunida com o objectivo de discutir um limite para o número de vítimas de atentados causados pela concorrência empresarial, sobre a mesa estava uma proposta das organizações não governamentais para reduzir, até 2010, o número global de vítimas em 20%, menos um milhão do que as actualmenteverificadas.
A União dos Estados Avançados, responsável por mais de 50% dos números existentes, considerou a proposta irrealista, com consequências catastróficas para a economia da união economia mundial.
No que apelidou um gesto de boa vontade, a U.E.A. propôs um compasso de espera para a reconversão da indústria, através da manutenção do actual número de vítimas até 2010. A Comunidade de Estados concorda em reduzir o número de vítimas, mas defende uma calendarização diferente: propõe menos 5% até 2001, 10% até 2010 e 20% até 2015.
O escalonamento é justificado com os custos de adapatação que a redução implica. Por sua vez, a Federação dos Estados do Sul, defensora da redução global proposta, reivindica um aumento de 40% da sua quota de vítimas, de forma a atingir o nível da União dosEstados Avançados.
Face ao impasse das negociações foi marcada nova conferência das nações para 2001. Até lá, estima-se que o número de vítimas ultrapasse os seis milhões por ano.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
World Press Photo - Mais uma foto de guerra?
O World Press Photo é considerado um dos mais importantes prémios de reconhecimento do trabalho dos repórteres fotográficos em todo o mundo.O americano Anthony Suau é o vencedor do Prémio World Press Photo 2008, por uma fotografia que ilustra a crise do subprime nos Estados Unidos, regista um polícia a revistar uma casa abandonada no Ohio, nos EUA. Este trabalho foi publicado na revista Time. Estas fotografias dizem mais do que aquilo que mostram.
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